Padrões de beleza e saúde mental

Padrões de beleza e saúde mental

Os padrões e a cultura

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No geral, os padrões são construídos ao longo da história, com base nas crenças e costumes de uma época e podem ser modificados. Por exemplo, em algum momento da história os algarismos Romanos (I,II,X) foram deixados de lado e os algarismos arábicos (1, 2, 10) passaram a ser mais usados.

Quando falamos de crenças e costumes, também podemos considerar as ideias, as atitudes, e as experiências de uma sociedade, e a este conjunto de elementos podemos dar o nome de cultura.

E essa cultura pode mudar com o passar dos anos. Na medida que ocorrem mudanças tecnológicas, artísticas, científicas; e essas mudanças são incorporadas em cada sociedade; com elas também podem mudar os valores e os padrões.

O padrão e a pessoa

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Quando nos concentramos em ver apenas uma pessoa, a sua personalidade, a sua forma de ver o mundo; nessa pessoa, parte dos valores, dos costumes e das crenças, a cultura com a qual ela se identifica e na qual está inserida, podem também estar nela, a sua forma individual de viver.

Em algumas abordagens psicológicas até consideram que parte do desenvolvimento individual passa pelo aprendizado dessas crenças e costumes.

E dentro dessas crenças e costumes também podem ser aprendidos os padrões de beleza, inclusive padrões que podem ser considerados bons ou ruins.

Padrão de beleza, pessoa e exclusão

Um exemplo ruim desses padrões de beleza, mas que felizmente está si modificando, ainda que lentamente, é o padrão de beleza que excluí os tons de pele mais escuros, além da cultura e das crenças de origem africanas; que vemos acontecer ainda no no brasil.

Essa exclusão tem ligação ao racismo, ainda que de forma subentendida (racismo estrutural).

Precisamos lembrar aqui que os padrões de beleza podem variar com cada país, de acordo com a cultura e a construção da sua história.

Mas voltando…

Nós aprendemos a dizer o que que é belo e o que que é feio. E dentro desse aprendizado podemos aprender esses padrões que excluem.

O “belo e o feio” é algo construído, e quando ele oprime, fere, e excluí, precisar ser repensando.

Percebemos esse problema ligado ao preconceito ao longo da história do nosso país; vendo a valorização de corpos magros e de tons de peles claras na TV e a desvalorização de corpos de tons de pele escuros e volumosos.

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Saúde mental e os padrões

Podemos pensar em alguns pontos que podem passar por esse padrões.

  • O medo de sair de casa por receio do que os outros vão pensar, pode esbarrar nesses padrões.
  • A hipervalorizarão da opinião do outro e a desvalorização da própria opinião também podem passar por esses padrões.

Não é que os padrões sejam os únicos fatores que podem influenciar nessas questões sobre o medo e a hipervalorizarão, eles são alguns dos muitos fatores.

Cada pessoa com as sua história de vida única, suas experiências pessoais, por mais que tenha semelhanças com outras muitas pessoas, os seus casos precisam ser vistos também particularmente.

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O viver com medo das outras pessoas, ou viver sempre dependente exclusivamente da opinião das outras pessoas pode ser adoecedor. Pode nos privar fazer escolhas que nos agradam; ou contribuir para diversas outras formas de adoecimentos como quadros de ansiedade severa, e depressão. Por isso precisamos estar atentos sobre como estamos vivendo a nossa vida.

Ficar extremamente focado em seguir padrões de beleza podem também nos adoecer. Isso pode passar pela questão de valorizar mais a opinião das outras pessoas, do que a própria opinião. E o extremo disso pode ser o buscar apagar o que é próprio da pessoa, a sua individualidade pra alcançar isso.

Aqui encontramos também a questão da autoestima baixa (que pode ser entendido como Auto=próprio; estima=valor; em níveis baixos). O valorizar-se pouco ou buscar por sempre si desvalorizar pode ser sinal de adoecimento e quando isso ocorre com muita frequência precisa ser levado para análise.

Pra ajudar a refletir:

  • Qual opinião tem mais valor: A sua ou a das outras pessoas?
  • Você faz mais as coisas por você mesmo ou por outras pessoas?

Existe um problema no excesso auto desvalorização, que dependendo da cultura pode ser visto como humildade ou altruísmo, é o quanto isso pode desgastar a pessoa.

Quando uma pessoa não cuida dela mesma, em algum momento, ela pode se desgastar muito e além de prejudicar a própria saúde (inclusiva a mental) e por consequência não dar conta mais de ajudar as outras pessoas.

O excesso pode ser insustentável, e pode acabar fazendo mal pra própria pessoa. Por isso cabe rever como estamos vivendo, se o que fazemos é algo saudável ou não, se temos buscado coisas que não fazem bem pra nossa saúde mental.

  • O que é beleza pra mim, é algo saudável?
  • O caminho que eu faço para alcançar essa beleza é um caminho saudável?
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Concluindo

É preciso ter consciência sobre como estamos vivendo e como estamos nos comportando para conseguirmos viver a nossa viva por nós mesmo.

Precisamos de interagir com o mundo, com as outras pessoas, mas não é saudável quando passamos a linha entre a convivência com as outras pessoas e o apagar a nossa personalidade, nossos desejos e sonhos.

A saúde se encontra em buscar um equilíbrio entre o viver em sociedade e o cuidar de nós mesmos, nos respeitando.

Se você percebe que essas questões apresentadas sobre autoestima baixa, auto valorização, padrões de beleza, entre outras; são questões te afetam de alguma forma, te recomendo buscar a terapia.

Precisando de ajuda pode entrar em contato comigo.

Confira também os artigos: A FAMÍLIA PODE ADOECER JUNTO; ENVELHECER NÃO É IGUAL A ADOECER e A COBRANÇA TALVEZ INJUSTA.

Fontes

Imagens 1, 2 e a da capa – Geradas por Criador de Imagens IA Bing

Imagem 3 – Imagem de Trudi Finniss por Pixabay

Imagem 4 – Imagem de Tumisu por Pixabay

Imagem 5 – Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

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